Ricardo Carpani e o Tango

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Este mês, como vocês já sabem, estamos estudando a Orquestra de Ricardo Tanturi e os seus cantores, Alberto Castillo e Enrique Campos. No entanto, depois da última aula, quando mencionei para vocês o nome de outro Ricardo, o Carpani, pintor argentino, dono de um potente e profundamente comunicativo estilo de viver a arte e fazer arte, decidi publicar algumas de suas pinturas aqui no blog.

No ano passado eu tive a sorte, enquanto dançava no espetáculo “Eva, un recorrido”, de poder ver pessoalmente algumas de suas obras, que, assim como nós bailarinos, também embelezavam aquela linda casa, onde se encontra o museu Evita.  

Ainda me lembro da sensação de arrepio que senti ao ver alguns dos seus quadros, imagens que despertaram  indignação e uma vontade de gritar contra a violência e o abuso que vivemos dia-a-dia e, ao mesmo tempo, imagens que pareciam perfumadas com uma aura de autenticidade, intensas, algumas escuras e cheias de movimento. Sensações que também tive ao ver, por essas minhas andanças, alguns dos quadros de Pablo Picasso e alguns desenhos de Egon Schiele.

Parece que tudo isso que conto não tem muito a ver com tango, mas como já disse, para mim tango não são apenas movimentos do nosso corpo físico, mas principalmente movimentos da alma, e essas pinturas do Carpani moveram a minha.

Um grande abraço!